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Investidores estão com menor interesse na revenda, diz Raio-X FipeZAP

Participação dos investidores entre os compradores recua nos últimos meses. No atual cenário de juros baixos e variação de preços inferior a inflação, eles priorizam a renda com aluguel dos imóveis

Os resultados do Raio-X FipeZAP do 2º trimestre de 2018 oferecem novos dados e informações sobre o perfil e objetivos dos agentes do mercado imobiliário brasileiro, incluindo informações sobre compradores, compradores em potencial e proprietários.

Além disso, a pesquisa procura mapear a participação dos investidores entre compradores, a incidência e percentual de descontos sobre o valor anunciado dos imóveis, bem como a percepção e expectativa dos respondentes com respeito ao nível e trajetória dos preços dos imóveis no curto e longo prazos. As seguir, são apresentados os principais destaques da pesquisa do último trimestre:

Participação dos investidores

Considerando respondentes que declararam intenção de adquirir um imóvel nos próximos 3 meses, a participação dos investidores recuou ligeiramente de 12% para 11% na última pesquisa, prevalecendo entre eles o interesse na obtenção de renda com o aluguel do imóvel (76%) em comparação à revenda (24%). Já a participação de transações classificadas como investimento no total de compras realizadas no últimos 12 meses recuou de 46%, em fevereiro de 2018, para 40% em junho de 2018.

Entre as compras classificadas como investimento, por sua vez, é possível destacar a maior participação de aquisições com finalidade de obter renda com aluguel (63% das compras declaradas como investimento, em junho de 2018) em contraste com objetivo de revenda após valorização do imóvel (37%). Os resultados são coerentes com o ambiente atual de juros baixos, no qual os investidores buscam alternativas de investimento mais rentáveis do que a renda fixa.

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Descontos nas transações

O percentual de transações com descontos manteve trajetória ascendente nos últimos 12 meses, passando de 63% do total de transações realizadas em julho de 2017, para 68%, em junho de 2018 – patamar que se avizinha ao teto da série histórica (70%), vigente ao longo de 2016 e início de 2017. Entre as transações que apresentaram desconto, o percentual médio aplicado recuou ligeiramente no primeiro semestre de 2018, encerrando junho em torno de 13%.

Percepção sobre os preços atuais

Na última pesquisa, a percepção sobre os preços dos imóveis manteve-se praticamente estável frente à opinião dos respondentes no segundo trimestre de 2018, dividindo-se entre os que achavam que os preços atuais estão altos ou muito altos (62%), em nível razoável (25%) e baixos ou muito baixos (10%). Não souberam responder sobre os preços atuais cerca de 4% dos respondentes. Comparando-se a última pesquisa com o 2º trimestre de 2015, fica evidente uma queda consistente no percentual que classificava os preços dos imóveis como altos ou muito altos: de 78% para 62% do total de respondentes na última pesquisa, cedendo espaço para aqueles que acreditam que os preços estão em nível razoável (de 15% para 25%), baixos ou muito baixos (de 5% para 10%).

Expectativa de preço

Com relação às expectativas sobre a evolução do preço dos imóveis nos próximos 12 meses, a proporção de respondentes da última pesquisa que projetava elevação nos preços no foi de 24%; enquanto 36% apostavam na estabilidade e 19%, em uma queda nos preços no curto prazo. Cerca de 22% dos respondentes não souberam opinar a respeito da trajetória futura dos preços dos imóveis. Com base nas respostas entre compradores, compradores em potencial e proprietários de imóveis, a expectativa média para os próximos 12 meses é de ligeira queda nominal de 0,2% nos preços dos imóveis.

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