Dicas para Corretor

Corretor, conheça as 7 siglas fundamentais no mercado imobiliário

Profissional deve saber orientar clientes também na parte burocrática da negociação

O mercado imobiliário é cheio de siglas, que às vezes podem confundir a cabeça do interessado no imóvel. O corretor é também é um consultor para esses assuntos e precisa dominar os significados e os detalhes de todas. “Não tem como atender um cliente e não saber uma coisa dessas, é até uma forma de demonstrar conhecimento, credibilidade” , diz Soraia Ribeiro Nardari, da Piccoloto Imóveis, de Campinas (SP).

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“É muito importante que o corretor auxilie, porque tem cliente que não sabe nem que precisa pagar taxas. É obrigação do corretor passar esses detalhes, os significados, para não restar dívidas”, afirma Célia Gonçalves, da Focux Imóveis, de Santos (SP).

siglas do mercado imobiliário
Profissional deve saber orientar clientes também na parte burocrática da negociação (Foto: Shutterstock)

ITBI

Saber o significado do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) é básico para todo corretor. O tributo é cobrado pelas prefeituras e deve ser pago pelo comprador do imóvel, sendo calculado sobre o valor venal do imóvel – geralmente fica em 2%. mas é preciso verificar em cada município. A legislação federal prevê descontos em alguns casos, como imóveis comprados pelo Programa Minha Casa, Minha Vida.

SFH

O Sistema Financeiro de Habitação (SFH) é um financiamento criado pelo Governo Federal e que tem a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil como intermediários. Valores podem ser requeridos para compra, reforma ou construção de imóvel. O sistema usa dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – é possível fazer o saque do FGTS para o pagamento – e da poupança. O financiamento pode chegar até a 90% do valor do imóvel e os juros não passam de 13% ao ano.

SFI

O Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) foi criado em 1997 para financiamentos não abrangidos pelo SFH. Usa como base recursos de fundos de renda fixa, companhias e bancos. Porém, nesse caso, os juros podem ser maiores, já que as operações são livres, com condições de mercado.

RI

O Registro de Incorporação (RI) é importante para o comprador e deve fazer parte da negociação porque tem registradas todas as características de um empreendimento. Pelo RI, é possível ver os detalhes de todos os espaços do prédio. Esse registro é obrigatório em cartório para as construtoras, sob pena de o imóvel não poder ser vendido.

SBPE

Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos. Com essa linha de financiamento quem compra um imóvel novo residencial ou comercial tem até 35 anos para pagar.​ A Caixa Econômica Federal diz que a carta de crédito SBPE utiliza recursos próprios para facilitar aos clientes a aquisição de imóveis. Nesta opção, a pessoa pode possuir outros imóveis em seu nome, não há limite de renda e o financiamento pode ser feito dentro ou fora do SFH.

VGV

O Valor Geral de Venda é calculado pela soma de valores de todos os apartamentos de um novo empreendimento. É usado pelas construtoras para verificar a viabilidade do projeto, levando se em conta todos os gastos para ser erguido, como mão de obra, materiais e tributos.

TR

É a Taxa Referencial para correção monetária de financiamentos e também compõe os cálculos do FGTS e da poupança. A TR é calculada pelo Banco Central do Brasil de forma complexa: tem como base outra taxa, a Taxa Básica Financeira (TBF), que leva em conta a média rentável do CDB das 30 maiores instituições financeiras do Brasil.

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