Mercado Imobiliário

Saiba quais são as expectativas para o mercado imobiliário em 2017

Confira a opinião de economistas sobre a economia em 2017

Todos concordam que 2016 está sendo um ano difícil e agora, com a aproximação do fim do ano, já existe uma expectativa sobre como estarão a economia e o mercado imobiliário em 2017.

O economista Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice FipeZAP, avalia que, assim como há pouco tempo tudo jogava a favor do mercado imobiliário, agora estamos na situação oposta: renda e emprego em queda, crédito escasso e caro, confiança em baixa. “Isso significa menos demanda e mais pressa dos vendedores, ou seja, queda de preços”, analisa.

Para o ano que vem, Zylberstajn acredita que, com a redução dos juros e a retomada da confiança, o mercado pode começar a reagir. “Mas o emprego ainda deve demorar para voltar a ter uma dinâmica positiva, então o mercado ainda deve sofrer por algum tempo”, afirma.

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Para a venda e locação de imóveis comerciais, Zylberstajn explica que, nesse mercado, a atividade econômica impacta demais. “A perspectiva é de uma melhora no ano que vem, então pode ser que tenhamos uma retomada mais forte. Alguns indicadores já mostram isso”, prevê.

Na opinião de Zylberstajn, quem deseja comprar um imóvel deve pesquisar bastante e avaliar muito bem a necessidade real da família. “Os juros estão altos no Brasil, então deixar de ganhar com uma aplicação financeira para colocar dinheiro em um imóvel deve ser muito bem avaliado.”

expectativa para o mercado imobiliário
Economistas dizem que a recuperação do mercado comercial ocorrerá antes do residencial (Foto: Shutterstock)

 

O economista Eduardo Reis Araújo, presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), concorda que o mercado imobiliário vem sofrendo muito com queda na procura por imóveis em diversas localidades no país. “A queda do índice de velocidade de vendas nas capitais é o que permite fazer essa constatação. A reação do setor empresarial tem sido de maior cautela, com a postergação de novos investimentos e lançamentos, o que, de certa forma, tem contribuído para amenizar o impacto no crescimento dos estoques”, avalia.

Para Araújo, o tempo de duração da crise se estendeu muito além do esperado e a necessidade de capital de giro também vem forçando as liquidações e pressionando uma queda no preço médio de venda dos imóveis. É justamente esse ajuste de preços dos imóveis que pode vir a se tornar o elemento essencial para desencadear um novo ciclo de crescimento da produção imobiliária nos próximos meses.

Na visão do presidente do Corecon-ES, do ponto de vista conjuntural, a causa principal desta situação se explica pelo fraco desempenho do mercado de trabalho. “Note que o desemprego praticamente dobrou do final de 2014 até agora. Temos cerca 12 milhões de pessoas desocupadas no país. E o resultado disso é que as famílias estão sofrendo com uma queda de renda real, elevação de endividamento e, por isso, estão mais cuidadosas em relação à aquisição de imóveis.”

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Araújo explica que a política monetária também causa impacto no setor, afetando não apenas o custo dos financiamentos imobiliários, mas também criando um desestímulo para investimento em imóveis. “Com a taxa de juros básica mais elevada, a rentabilidade de produtos financeiros de renda fixa passou a ser um ativo mais desejado do que unidades habitacionais com os preços até então praticados. E, naturalmente, a instabilidade política e a crise fiscal, acompanhada da redução de investimentos no setor público e privado, tiveram uma contribuição importante no cenário atual”, analisa.

Segundo o economista, não dá para esperar muito ainda para o próximo ano. “Isso porque a reação do mercado imobiliário depende dessa combinação de preços mais atraentes de imóveis e, ao mesmo tempo, da melhoria das condições de emprego e renda da população. Em 2017, provavelmente teremos um ambiente de inflação e juros mais reduzidos, o que é favorável para o setor imobiliário. Porém, em matéria de redução de melhoria do mercado de trabalho, não há muito que se esperar. A certeza que temos é que a economia parou de decrescer, chegamos ao fundo do poço. A retomada agora dependerá muito de pacote de investimentos em infraestrutura, parcerias público-privadas e da resposta dos investimentos privados”, afirma.

  Araújo acredita que o mercado de venda e locação de imóveis residenciais será pouco melhor que em 2016. Mas, essa melhoria será muito sutil ainda. E o comportamento de procura no mercado imobiliário deve ocorrer em função de maior otimismo em relação ao resultado esperado das políticas econômicas em curso no futuro do que propriamente devido ao desempenho da renda e emprego em 2017.

No entanto, ele acredita que a recuperação do segmento comercial deve ocorrer antes do mercado residencial. “Com melhoria do cenário macroeconômico, o ingresso de recursos na bolsa de valores pode favorecer novos lançamentos e aquisições de imóveis via fundos imobiliários. E a situação pode ficar melhor se houver avanço nos investimentos públicos e privados que estão praticamente paralisados desde 2014.”

Para quem pretende comprar um imóvel, o economista avalia que o ambiente ainda é muito propício para o comprador poder barganhar descontos. “Então, a minha dica é para se comparar muito bem o preço do imóvel com o valor de locação. Se a rentabilidade do imóvel está muito menor que a rentabilidade de produtos financeiros de renda fixa, por exemplo, então é sinal que você ainda tem uma boa ‘gordura’ para barganhar descontos do vendedor. O importante é ressaltar que o comprador pode contar sempre com a orientação financeira de um economista para ajudar nessa importante decisão de investimento”, finaliza.

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